A Federação / História

A organização do futebol pernambucano

Fundada em 16 de junho de 1915, com o nome de Liga Sportiva Pernambucana (LSP), a entidade surgiu com o propósito de organizar e administrar o futebol no estado, que vivenciava um período de expansão. A iniciativa partiu de um grupo de jovens liderados por Eduardo Lemos, que identificaram a necessidade de estabelecer uma estrutura capaz de regulamentar e promover as competições estaduais.

Em 7 de julho daquele ano, foi realizada a primeira eleição da entidade. Alcebíades Braga, então presidente do Sport Club Flamengo e um dos fundadores da Liga, foi eleito o primeiro dirigente da instituição, com sete votos.

Ao longo das décadas, a entidade passou por transformações administrativas e institucionais, acompanhando o crescimento do futebol e a evolução de sua organização no Brasil. Sua estrutura de gestão também foi modificada: inicialmente, os mandatos presidenciais tinham duração de um ano; posteriormente, passaram a dois anos e, a partir de 1988, a três anos. Em 1990, o período foi ampliado para quatro anos, com possibilidade de reeleição, conforme o modelo então estabelecido.

A expansão e o fortalecimento institucional

Entre 1995 e 2011, a Federação Pernambucana de Futebol foi presidida por Carlos Alberto Gomes de Oliveira. Durante esse período, uma das frentes de atuação foi a interiorização do futebol profissional, ampliando a presença da modalidade para além da Região Metropolitana do Recife.

Em setembro de 2011, após o falecimento de Carlos Alberto Oliveira, o então primeiro vice-presidente, Evandro Carvalho, assumiu a presidência da entidade, dando continuidade à administração da Federação.

Ao longo de sua trajetória, a FPF consolidou sua atuação na organização das competições estaduais, na regulamentação das atividades do futebol e na articulação com clubes, ligas e demais instituições ligadas à modalidade.

Pernambuco na história da Seleção Brasileira

A contribuição pernambucana para o futebol brasileiro ultrapassa as fronteiras estaduais. Atletas nascidos em Pernambuco participaram de algumas das campanhas mais importantes da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, levando o talento desenvolvido no estado ao principal palco do futebol internacional.

Entre os nomes de maior destaque está Vavá, nascido no Recife e revelado pelo Sport Club do Recife. Conhecido como “Peito de Aço”, o atacante conquistou os títulos mundiais de 1958, na Suécia, e 1962, no Chile. Nas duas finais, marcou gols: dois contra a Suécia, em 1958, e um diante da Tchecoslováquia, em 1962.

Outro representante de destaque é Rivaldo, nascido em Paulista. Protagonista da campanha brasileira no Mundial de 2002, disputado na Coreia do Sul e no Japão, o camisa 10 foi peça fundamental na conquista do pentacampeonato mundial. Também integrou a Seleção vice-campeã em 1998, na França.

O zagueiro Ricardo Rocha, nascido no Recife e com passagem marcante pelo Santa Cruz Futebol Clube, disputou a Copa do Mundo de 1990 e integrou o grupo campeão mundial de 1994, nos Estados Unidos. Já o meio-campista Zequinha fez parte da equipe brasileira que conquistou o bicampeonato mundial em 1962.

Esses nomes integram uma trajetória mais ampla: ao todo, 11 jogadores nascidos em Pernambuco foram convocados e entraram em campo em edições da Copa do Mundo pela Seleção Brasileira, conforme levantamentos jornalísticos sobre a participação pernambucana no torneio.

A presença desses atletas evidencia a contribuição do estado para a formação de jogadores que alcançaram o mais alto nível do futebol mundial.

Uma representação histórica com a camisa brasileira

A relação entre Pernambuco e a Seleção Brasileira também registra um episódio singular. Em dezembro de 1959, a Seleção Pernambucana de Futebol representou oficialmente o Brasil no Campeonato Sul-Americano Extra, disputado em Guayaquil, no Equador, competição vinculada à história da atual Copa América.

O episódio constitui um capítulo particular da trajetória do futebol pernambucano e evidencia a relevância que o estado já possuía no cenário nacional naquele período.

Os títulos nacionais dos clubes pernambucanos

A história do futebol de Pernambuco também é marcada por conquistas expressivas em competições nacionais. Clubes do estado levantaram troféus em diferentes divisões do Campeonato Brasileiro e em torneios de alcance nacional, ampliando a representatividade pernambucana no futebol brasileiro.

O Sport Club do Recife conquistou o Campeonato Brasileiro de 1987 e a Copa do Brasil de 2008, além do título do Campeonato Brasileiro da Série B de 1990. As conquistas consolidaram o clube entre os representantes de maior projeção nacional do futebol pernambucano.

O Santa Cruz Futebol Clube alcançou o título brasileiro da Série C em 2013, em uma campanha que mobilizou sua torcida e teve como cenário marcante o Estádio do Arruda.

Em 2019, foi a vez do Clube Náutico Capibaribe conquistar a Série C do Campeonato Brasileiro, garantindo mais um título nacional para o futebol do estado.

Mais recentemente, o Retrô Futebol Clube Brasil venceu a Série D do Campeonato Brasileiro em 2024, acrescentando uma nova conquista à trajetória nacional dos clubes pernambucanos.

Esses resultados demonstram a capacidade competitiva dos clubes do estado em diferentes momentos e divisões do futebol brasileiro, reforçando a presença de Pernambuco no cenário esportivo nacional.

Tradição, desenvolvimento e futuro

A trajetória da Federação Pernambucana de Futebol está diretamente ligada à evolução da modalidade no estado. Da organização das primeiras competições à estrutura atual do futebol profissional e não profissional, a entidade acompanha as transformações do esporte e atua na coordenação de campeonatos, no relacionamento com os clubes filiados e no cumprimento das normas que regem a modalidade.

Preservar essa trajetória significa reconhecer o papel de dirigentes, clubes, atletas, árbitros, profissionais e torcedores que contribuíram para construir a identidade do futebol pernambucano.

Com a tradição de seus clubes, a contribuição de seus atletas à Seleção Brasileira e as conquistas alcançadas em competições nacionais, Pernambuco mantém uma presença relevante na história do futebol brasileiro, enquanto segue trabalhando para ampliar as oportunidades e fortalecer o desenvolvimento da modalidade no estado.

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